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Professora adjunta da Escola de Comunicação da UFRJ e integrante do corpo permanente do PPG-Com, onde desenvolve pesquisa sobre a palavra filmada e a montagem de arquivos no documentário. Possui graduação em Comunicação Social/Jornalismo pela Faculdade de Filosofia de Belo Horizonte (1981), mestrado e doutorado em Estudos Cinematográficos e Audiovisuais pela Université Paris III - Sorbonne-Nouvelle (1993-1997). Foi redatora e editora em várias televisões brasileiras e corrrespondente do serviço brasileiro da rádio BBC em Paris. Coordenou a pesquisa do Laboratório de Vídeo Educativo do Nutes-UFRJ de 1999 a 2003, como professora adjunta. De 2003 a 2009, foi maître de conférences e coordenadora do master profissional Réalisation de documentaires et valorisation des archives da Université Michel de Montaigne-Bordeaux 3. Entre 2010 e 2012, coordenou a habilitação Rádio e TV da ECO-UFRJ. Publicou o livro Le personnage mythique au cinéma (Presses du Septentrion, Lille,2001), além de vários artigos sobre estética do cinema. Realiza documentários e videoinstalações.

 

 

Professora Adjunta IV

Departamento: de Expressão e Linguagens

Contato: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Site: http://www.pos.eco.ufrj.br/site/corpo_docente_interna.php?id=3

 

 

ENSINO

Disciplinas na Graduação

 

 

Disciplinas na Pós-Graduação

 

 

PESQUISA

  • Palavra, arquivo e memória. Investigação de métodos de entrevista e montagem no documentário histórico [SIGMA.UFRJ]
  • Projeto Cinerama - Cineclube da Praia Vermelha [SIGMA.UFRJ]

  • Montagens da história. Estética do documentário e valorização dos arquivos no espaço contemporâneo

O objeto de estudo desse projeto é a ligação, construída pela montagem, entre as imagens do passado. Numa abordagem interdisciplinar do documentário histórico, esse projeto avalia o alcance testemunhal das imagens do passado e aprofunda o debate teórico sobre a montagem cinematográfica, propondo diferentes estratégias de valorização dos arquivos no espaço contemporâneo. A pesquisa é o desdobramento de uma investigação estética e histórica iniciada em 2010, junto ao Programa de pós-graduação da ECO/UFRJ, em parceria com o Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (APERJ) e apoio do CNPq (projeto Palavra, arquivo e memória, Edital Universal 2010). O trabalho resultou, inicialmente, na realização do documentário Retratos (Anita Leandro, 2014), primeiro filme brasileiro sobre os documentos fotográficos e textuais produzidos pelas polícias políticas durante a ditadura militar. Em diálogo com o documentário contemporâneo, o processo de realização desse filme havia funcionado como um laboratório de experimentação estética de registro do testemunho e de montagem de imagens fixas e desprovidas de som, como são as fotografias e os documentos textuais. O projeto deu origem a diferentes publicações em torno da montagem de arquivos no cinema e, no final de 2013, um termo de cooperação firmado entre a UFRJ e o Ministério da Justiça (Comissão de Anistia/Projeto Marcas da memória) permitiu uma intervenção mais efetiva do projeto nas políticas de valorização dos arquivos. A pesquisa teórica e de desenvolvimento tecnológico é, agora, acrescida de atividades de extensão e o filme Retratos, em fase de finalização, será, em breve, distribuído em festivais, televisão, internet e instituições de ensino, pesquisa, e diretos humanos. O termo de cooperação interinstitucional vai permitir também a montagem de uma exposição-instalação (Arquivos da ditadura, de 05/08 a 21/09 de 2014, CCJF), que dará visibilidade, fora do circuito acadêmico, ao importante acervo do DOPS da Guanabara, sob a guarda do APERJ. A partir de 2014, a pesquisa de campo estendeu-se aos arquivos do Superior Tribunal Militar, em Brasília, e aos arquivos nacionais, trazendo à tona uma importante documentação, até então, desconhecida. Em sua dimensão teórica, o projeto aprofunda a reflexão sobre o alcance historiográfico da montagem cinematográfica, propondo novas abordagens da imagem de arquivo e novos métodos de organização da fala das testemunhas. No filme Retratos, dois sobreviventes da resistência à ditadura são confrontados a uma série de documentos fotográficos e textuais sobre suas respectivas prisões. Cópias de retratos de identificação e de prontuários foram levados para o set de filmagens e analisados por eles, permitindo um diálogo entre o passado e o presente, entre os documentos da história e o testemunho vivo, numa montagem direta e antecipada dos arquivos e da fala, que se substitui à forma clássica de entrevista. No lugar da conversa entre entrevistador e entrevistado, obtivemos uma relação direta entre a pessoa filmada e os vestígios materiais da história. É o material de arquivo que conduz a fala, e não o entrevistador que, no caso, limitou-se a entregar os documentos aos entrevistados, na ordem cronológica dos acontecimentos. Os resultados dessa primeira parte da pesquisa têm sido divulgados em forma de artigos, conferências e orientações acadêmicas, podendo, a partir de agora, ser organizados em um livro sobre a montagem de arquivos.

 

  • Retratos da ditadura. Investigação sobre a montagem cinematográfica e formulação de estratégias de valorização dos arquivos da polícia política brasileira pós-1964

A partir de um estudo interdisciplinar sobre o valor de testemunho das imagens no cinema, esse projeto aprofunda o debate teórico sobre o documentário histórico e a estética da montagem, propondo estratégias inovadoras de valorização dos arquivos brasileiros no espaço contemporâneo. Esse trabalho é o desdobramento de uma pesquisa iniciada em 2010 junto ao Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (APERJ), com apoio do CNPq (Edital Universal), no âmbito da qual foi realizado o documentário Retratos (título provisório), hoje em fase de finalização. Retratos é o primeiro filme a trazer para o cinema, em sua materialidade, o Fundo Polícia Política do APERJ. Nesse documentário, dois sobreviventes da resistência à ditadura são confrontados a uma série de documentos fotográficos e textuais sobre suas respectivas prisões, material que eles desconheciam até então. Cópias de retratos de identificação e de prontuários foram levados para o set de filmagens e analisados pelos personagens, desencadeando um diálogo entre o presente e o passado, entre a fala viva e os arquivos policiais. O projeto prevê ainda a organização do evento científico intitulado "Arquivos da ditadura", a ser realizado no CCJF em 2014, composto por uma exposição-instalação, uma mostra de filmes em torno da ditadura militar brasileira e a realização de um seminário internacional sobre as imagens de arquivo.

 

  • Filmar o texto. Vestígios da memória e palavra viva em narrações da obra de Guimarães Rosa

Este projeto tem por objetivo o aprofundamento de questões relacionadas à palavra filmada, concentrando-se no acompanhamento de uma experiência de narração de textos do escritor João Guimarães Rosa, realizada em Cordisburgo e Morro da Garça, no sertão mineiro. Preparados pelas narradoras Elisa Almeida e Dôra Guimarães, do grupo Tudo Era Uma Vez, crianças e adolescentes da região vêm, há quase quinze anos, se especializando na arte de contar histórias. Em oficinas de longa duração, eles aprendem a narrar, de cor, trechos da obra de Guimarães Rosa. Os alunos de Dôra e Elisa nasceram e cresceram na região que inspirou o escritor. A fauna e a flora descritas por ele lhes são familiares e os casos que encontram em seus livros têm uma curiosa semelhança com os que ouvem de seus pais, tios e avós. Com os personagens de Rosa, eles compartilham o bom humor, mas também o sentido trágico da existência, habituados que são a uma história regional e, às vezes, familiar, marcada pela loucura, pela lepra, pela violência ou pela pobreza. Eles têm o tipo físico, a cor da pele e o jeito de falar dos personagens que encarnam, como se tivessem saído da obra narrada. O desenvolvimento do projeto consiste em duas ações indissociáveis: filmar essas narrações e refletir teoricamente sobre a dimensão oral da palavra filmada e sobre as relações da imagem com o texto. Numa abordagem etnográfica, vários registros audiovisuais dessas narrações foram feitos pela coordenação do projeto nos últimos quatro anos, buscando compreender a dimensão sonora e visual da obra roseana, que as narrações potencializam. Com base nessa pesquisa prévia, procederemos à realização de um documentário em torno da memória do próprio texto, tendo as palavras como testemunhas do passado. Cristalizado no vocabulário de Rosa, esse passado retorna ao presente através das narrações, ressurgindo com toda a sua força no espaço das filmagens, onde o texto de Rosa reverbera, seja na voz dos narradores, seja nos sons e silêncio.

Grupos de Pesquisa:

  • Pedagogias de Resistência (UBC/DF)
  • História e Audiovisual: circularidades e formas de comunicação (USP)


Áreas de interesse:
 Tecnologias da Comunicação e Estéticas, Pedagogia da Imagem

 

 

EXTENSÃO

 

 

ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS

 

 

OUTRAS ATIVIDADES ACADÊMICAS

  • Membro do conselho administrativo da Association des Auteurs et Techniciens de l'Image et du Son en Aquitaine, ATIS, França
  • Autora-realizadora (documentarista) da Association Têtes à Clap, TÀC, França
  • Autora de documentário da Mosaique Films, MF, França
  • Membro de corpo editorial dos periódicos: Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos; Estudos Socine; Communication; Revista Estudos Históricos; Significação: Revista de Cultura Audiovisual; Devires (UFMG) e REBECA. Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
  • Revisora do periódico Devires (UFMG)

 

 

SUGESTÃO DE LINKS

 

 

 


 

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