Submit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn

Possui graduação em English Language and Literature - Yale University (1977), mestrado em Estudos Latino-Americanos (área de Comunicação) - University of Texas at Austin (1985) e doutorado em Ciências da Comunicação - Universidade de São Paulo (1994). Fez pós-doutorado em Goldsmiths College - University of London entre 2007 e 2008. É professora associada da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Trabalha sob forte influência dos Estudos Culturais, sobretudo o trabalho de Stuart Hall. Partindo muitas vezes de uma visão histórica da música popular brasileira na busca de entender identidades culturais, raciais e de gênero no Brasil contemporâneo, suas pesquisas versam sobre teorias de comunicação, cultura e poder, passando pelo pós-moderno, a globalização, políticas culturais e questões epistemológicas na área de Comunicação.

 

 

 

  

Professora Associada 

Departamento: de Fundamentos da Comunicação

Contato: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Site:

 

 

ENSINO

Disciplinas na Graduação

  • Comunicação, Cidadania e Política III

  • Teoria da Comunicação III

 

Disciplinas na Pós-Graduação

 

 

PESQUISA

Comunicação e corpo: o caso da beleza brasileira (atual)

  • A beleza brasileira é uma figura comum, geralmente representada por uma mulher ou pelo corpo de um homem em movimento. É um estereótipo presente em cartazes turísticos, sites dos mais diversos tipos, charges e notas na imprensa. Associada a movimentos graciosos e cuidados com a aparência, algo escapa dos esterótipos mais banais: nela há algo de liberdade e auto-estima. Neste projeto se adota a hipótese que a beleza brasileira é tema e motivo de discursos na mídia porque a presença do corpo comunica e estimula reações que vão da repressão ao convite à cumplicidade. Pretende-se pesquisar a imprensa escrita e a tradição musical popular em busca da história e dos sentidos para a sociedade da beleza brasileira. O resultado almejado é uma análise crítica, teórica e cultural, à comunicação que a presença física provoca e uma leitura dos discursos sobre o corpo e a beleza brasileiros como índice de relações de gênero.

Subsídios transdisciplinares para o debate sobre Educação, Comunicação e Cultura (atual)

  • Este projeto busca produzir conhecimento, por meio de uma colaboração entre pesquisadores, para subsidiar o debate público sobre políticas de educação, cultura e comunicação a partir da universidade. O diálogo colaborativo de pesquisadores preocupados com aspectos diversos do patrimônio cultural e padrões epistemológicas existentes fora da universidade ou nas suas margens terá como meio de comunicação um site interativo na Internet. Espera-se que o projeto produza subsídios que estimulem o debate sobre o reconhecimento e valorização de epistemologias e patrimônios culturais marginalizados.

Representações de gênero na cultura midiática

  • A identidade nacional brasileira tem a marca, no exterior, da ?sensualidade?, da qualidade hot ou sexy de sua população. Em projeto anterior, foi pesquisado o que essa sensualidade estereotipada significa como qualidade nacional, em contexto global e da história cultural. Este projeto é pautado pelas representações de gênero na cultura midiática do país. Três elementos aparentemente contraditórios se destacam, na imprensa: a sensualidade e corporeidade, sobretudo da mulher, a espetacularização da violência contra a mulher e a relativa ausência de comentário crítico sobre os estereótipos que essas figurações de gênero pressupõem. Este projeto é de estudo e caracterização de dois tropos aparentemente contraditórios, a sensualidade e a violência, na cultura das mídias, preferencialmente a imprensa e a música popular. A questão da pesquisa ainda se coloca no contexto do marco da teoria da Comunicação. Considera o problema de desenhar uma intervenção no debate público, pensando não só a partir da história cultural do presente, mas de políticas e tecnologias de comunicação. Os resultados esperados são: um estudo de representações de gênero na cultura das mídias, a partir do estereótipo da sensualidade e do sensacionalismo da violência, com os temas transversais de raça e de classe social; e uma reflexão teórica sobre a elaboração do conhecimento prático (protótipos) de comunicação democrática que interfira nessas representações.

Democratização cultural e políticas públicas: um debate interdisciplinar

  • Um dos aspectos marcantes da agenda política recente no país tem sido a crescente visibilidade da bandeira da democratização da cultura como um dos alicerces da inclusão social. Essa tendência é igualmente observável em plano internacional, como demonstram os sucessivos fóruns, resoluções e ações da Unesco no que tange ao reconhecimento da cultura como dimensão dos direitos humanos tão crucial e inalienável quanto os políticos, sociais e econômicos. Assim este projeto se propõe a: 1 - analisar a fundamentação teórica e as perspectivas ideológicas que servem de justificação e norteiam as práticas de projetos de "inclusão social" e "promoção da cidadania" baseados em atividades culturais; 2 - avaliar a eficácia de alguns desses projetos a partir das propostas com que justificam sua existência e sua organização; 3- analisar as políticas públicas na área da cultura voltadas para as classes populares; 4- fornecer subsídios para a transformação de experiências atuais no âmbito dos chamados "movimentos sociais" e das políticas governamentais; 5- formar adolescentes e jovens para a atuação crítica no campo da cultura, através do elo entre a universidade e os trabalhos comunitários, sobretudo por meio de ações extensionistas; 6- mapear a produção cultural alternativa à grande mídia e à cultura patrocinada por instrumentos governamentais; e 7- analisar as relações entre a indústria cultural, suas interferências nos mecanismos de produção e divulgação, e as práticas e manifestações culturais influentes nas comunidades periféricas.

Identidade e gênero na música popular

  • Dando continuidade ao interesse pelo discurso de identidade nacional presente na cultura dos meios de comunicação, sobretudo na música popular, o projeto se propõe a examiná-lo a partir do conceito de gênero. O Brasil se “vende” no exterior a partir da “sensualidade” ou da qualidade hot, sexy ou “tchan” de sua população. Como qualquer estereótipo, este é sustentada por um número grande de “comprovações”, é sobredeterminada. Uma das principais determinações é a da identidade étnicorracial da população brasileira: são negros e negro-mestiços,sobretudo negras e negro-mestiças, que são dotadas, no imaginário mundial, de uma maior liberdade e talento físico e de uma sensualidade que chega a ser excessiva. Nesse sentido, este projeto dá prosseguimento à pesquisa anterior, sobre o discurso dominante sobre raça. Através da análise da história dos produtos da música popular brasileira, campo privilegiado para o estudo das transformações do discurso identitário e dos discursos estereotipados da sensualidade e do amor, procurar-se-á periodizar a construção do corpo brasileiro em sua dimensão sexual, de gênero, como característica nacional. Através da leitura assistemática dos produtos da grande mídia, procurar-se-á definir o corpo atraente que faz parte do discurso identitário hoje. Pretende-se ainda fazer uma contribuição à teoria do desejo e da configuração do corpo ideal como intrínseca à ideologia e aos valores dominantes, pesquisando as condições em que a valorização do corpo negro e, sobretudo, feminino torna-se característica nacional brasileira.

A reinvenção da singularidade brasileira na cultura de massa

  • Vivemos uma nova cartografia do poder comunicacional. A sociedade colonial ou neocolonial, associada à disciplinar, cede lugar a uma situação onde toda fronteira é porosa, ao passo que a força das indústrias culturais do hemisfério norte é constituída por sua capacidade de incorporação de novidades e diferenças. Lugares antes considerados exóticos são acessiveis ao grande público; o ecletismo brasileiro que antes surpreendia se generalizou. O processo de apagamento de fronteiras apaga diferenças. Um país periférico como o Brasil se vê diante da necessidade de redefinir seu lugar no mundo. Esse processo de redefinição é um processo cultural e tem um lugar privilegiado na cultura de massa. O projeto se propõe a contribuir para uma compreensão da evidência, na cultura de massa, da rearticulação do lugar do Brasil na nova geografia do conhecimento e da cultura, marcada pela geopolítica de superpotência única e pela exaustão de modelos de comunicação que presumem uma singularidade brasileira de fácil identificação. Embora o processo de globalização da cultura, associada à homogeneização e à americanização, já foi estudado e discutido, se pretende chegar a novas compreensões ao cruzar um estudo da rearticulação do discurso identitário brasileiro (o nacional e o regionalismo, a mestiçagem e a antropofagia) com um estudo da comunicação como "mútua afetação", descartando o modelo da informação e os maniqueísmos implícitos nele. Preocupa-se em produzir conhecimento sobre os sentidos, na cultura de massa brasileira, da pós-colonialidade, diáspora e cosmopolitismo, todos três maneiras de entender a situação como "mútua afetação" e não como simples dominação. Propõe-se estudar alguns produtos específicos, dando preferência a programas de televisão e a música popular, como vitrines da discussão nacional. A metodologia, já estabelecida no projeto de pesquisa anterior, é de fidelidade a uma pergunta: qual é a resposta presente na cultura de massa à minguante c.

Aqui Ninguém é Branco: etnicidade dominante e música popular

  • No Brasil, como em outros países onde houve colonização europeia e escravidão, ser branco é hipervalorizado. Ao mesmo tempo, o discurso nacional brasileiro fala do valor da mistura e muitas vezes nega a existência sequer de brancos. No projeto, se propõe a analisar as formas em que esse aparente paradoxo é resolvido. Estudar a etnicidade dominante, predominantemente branca, desde a perspectiva da área de Comunicação é particularmente apta, pois é na cultura de massa ou de público massivo, objeto próprio da área, que se elaboram discursos hegemônicos em sua articulação instável de diferenças. A música popular é particularmente rica em oportunidades para se observar os discursos que no só convidam o público a identificar-se, mas tentam articular um discurso atualizado, não tão estereotipado quanto outros produtos como telenovelas ou revistas de grande circulação: daí, ela é privilegiada no corpus do projeto. Em suma, a partir de leituras teóricas e críticas de produtos culturais específicos, sobretudo musicais, o projeto se propõe a definir o que é a branquitude, no Brasil; como ela é valorizada sem se chamar por esse nome e, finalmente, como entender a singularidade brasileira, com relação à ideologia da supremacia branca, sem recorrer a idéias prontas como a democracia racial e à mestiçagem como impedimento ao racismo.

 

 

Áreas de interesse: 

 

 

EXTENSÃO

A sociedade expandida: itinerários possíveis para uma Segunda Ilustração

Curso de extensão orientado a pesquisadores e lideranças de movimentos sociais e ONGs, ministrado por Antonio Lafuente, do Consejo Superior de Investigación Científica. OBJETIVO: Prover um espaço de atualização sobre as novas configurações de conhecimento e poder na sociedade a partir de três diretrizes: a história da ciência, as tecnologias de comunicação e informação e o conceito do comum como chave de leitura da constituição de atores coletivos no momento atual. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: 1. Riso, artifício e critical design: contra o determinismo tecnológico não basta a cutura da suspeita. 2. Paranóia, resistência e sociologia popular: ser um bom cidadão ou cidadã implica duvidar de tudo, mas somos obrigados, no momento atual, a rever esse traço da modernidade. 3. Corpo comum e corpo recursivo: junto aos processos de informalização e mercantilização do corpo, surge a construção em rede de um corpo comum. 4. Autoridade expandida e open science: a ciência teve êxito por ser atividade aberta, ameaçada hoje por pressões corporativas e privatizadoras. Confrontando-se a isso, há movimentos para formar um terceiro setor do conhecimento. 

 

ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS

 

 

OUTRAS ATIVIDADES ACADÊMICAS

 

 

SUGESTÃO DE LINKS

 

 

 


 

Topo