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Orientações de fluxo contínuo para recepção de projetos

 

1. OBJETIVO

Este documento tem por objetivo estabelecer e tornar pública as rotinas e procedimentos da Diretoria Adjunta de Extensão que se referem à recepção e apoio a projetos de extensão e parcerias externas.

2. DEFINIÇÕES E DIRETRIZES

2.1 As propostas deverão estar adequadas ao conceito de extensão universitária, definido pelo Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Instituições Públicas de Educação Superior Brasileiras:

A Extensão Universitária, sob o princípio constitucional da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, é um processo interdisciplinar educativo, cultural, científico e político que promove a interação transformadora entre universidade e outros setores da sociedade. (FORPROEX, 2012)

2.2 Ação contínua:
Conjunto de atividades processuais e contínuas, de caráter educativo, social, cultural ou tecnológico, que envolvem recursos humanos e materiais, que põe em prática os objetivos da política de extensão preconizada pelo FORPROEX ( Ver diretrizes no item 2.5) e que possuem objetivo específico e prazo determinado.

Observação: É recomendável a previsão das atividades de extensão nos Projetos Pedagógicos de Cursos para que atividades de Extensão Universitária realizadas pelos estudantes sejam computadas na integralização curricular de seus respectivos cursos.

2.3 Cursos de Extensão.
Curso de extensão pode ser definido como conjunto articulado de ações pedagógicas, de caráter teórico ou prático, presencial ou à distância, planejada e organizada de modo sistemático, com carga horária mínima de 8 horas e processo de avaliação.
Observação: Prestação de Serviços realizada como curso deve ser registrada como curso.

2.3.1 Modalidades

  • Em relação às modalidades, os cursos de extensão podem ser:
  • Presenciais: curso cuja carga horária computada é referente a atividade na presença de professor / instrutor.
  • Semipresenciais: curso cuja parte da carga horária computada articula atividades na presença de professor / instrutor e parte dela se dá sem a presença do mesmo.
  • À distância: curso cuja carga horária computada compreende atividades realizadas em ambientes virtuais, on line, e momentos presenciais obrigatórios (a serem preestabelecidos, conforme Referenciais de Qualidade para Educação Superior a Distância - SEED/MEC,2007). A mediação é feita através de tutores.

2.3.2 Classificação

No que tange a classificação dos cursos de extensão, estes podem ser de:

  • Iniciação: curso que objetiva principalmente oferecer noções introdutórias em uma área específica do conhecimento.
  • Atualização: curso que objetiva principalmente reciclar e ampliar conhecimentos, habilidades ou técnicas em uma área do conhecimento.
  • Treinamento e qualificação profissional: curso que objetiva principalmente treinar e capacitar em atividades profissionais específicas.
  • Aperfeiçoamento: curso com carga horária mínima de 180h e máxima de 359, destinado a graduados.

 2.3.3 Cadastramento de Cursos de Extensão

O cadastramento de cursos é feito na página do SIGPROJ

Orientações para proceder o cadastro acesse os tutoriais: 

            

2.4 Evento

Atividade ou conjunto de atividades pontuais, que não se prolongam no tempo, de caráter educativo, social, cultural ou tecnológico, com um objetivo específico e que envolvem recursos humanos e materiais.

2.5 As propostas direcionadas ao presente edital deverão atender às seguintes diretrizes pactuadas pelo FORPROEX:

2.5.1 Interação Dialógica - A diretriz Interação Dialógica orienta o desenvolvimento de relações entre Universidade e setores sociais marcadas pelo diálogo e troca de saberes, superando-se, assim, o discurso da hegemonia acadêmica e substituindo-o pela ideia de aliança com movimentos, setores e organizações sociais.

2.5.2 Interdisciplinaridade e Interprofissionalidade - Por muitas décadas, as tecnologias de intervenção social têm oscilado entre visões holistas, destinadas a apreender a complexidade do todo, mas condenadas a ser generalistas, e visões especializadas, destinadas a tratar especificidades, mas caracterizadas pelo parcelamento do todo. A diretriz de Interdisciplinaridade e Interprofissionalidade para as ações extensionistas busca superar essa dicotomia, combinando especialização e consideração da complexidade inerente às comunidades, setores e grupos sociais, com os quais se desenvolvem as ações de Extensão, ou aos próprios objetivos e objetos dessas ações.

2.5.3 Indissociabilidade Ensino – Pesquisa - Extensão - A diretriz Indissociabilidade Ensino – Pesquisa - Extensão reafirma a Extensão Universitária como processo acadêmico. Nessa perspectiva, o suposto é que as ações de extensão adquirem maior efetividade se estiverem vinculadas ao processo de formação de pessoas (Ensino) e de geração de conhecimento (Pesquisa). Assim, no âmbito da relação entre Pesquisa e Ensino, a diretriz Indissocibialidade Ensino –Pesquisa - Extensão inaugura possibilidades importantes na trajetória acadêmica do estudante e do professor.

2.5.4 Impacto na Formação do Estudante - As atividades de Extensão Universitária constituem aportes decisivos à formação do estudante, seja pela ampliação do universo de referência que ensejam, seja pelo contato direto com as grandes questões contemporâneas que possibilitam. Esses resultados permitem o enriquecimento da experiênciadiscente em termos teóricos e metodológicos, ao mesmo tempo em que abrem espaços para reafirmação e materialização dos compromissos éticos e solidários da Universidade Pública brasileira. Neste sentido, a participação do estudante nas ações de Extensão Universitária deve estar sustentada em iniciativas que viabilizem a flexibilização curricular e a integralização de créditos.

2.5.5 Impacto e Transformação Social - A diretriz Impacto e Transformação Social reafirma a Extensão Universitária como o mecanismo por meio do qual se estabelece a inter-relação da Universidade com os outros setores da sociedade, com vistas a uma atuação transformadora, voltada para os interesses e necessidades da maioria da população e propiciadora do desenvolvimento social e regional, assim como para o aprimoramento das políticas públicas.

 3. PROPONENTES

3.1 Poderão ser proponentes: 

  • Docentes ou técnico-administrativos que fazem parte do quadro permanente da UFRJ;
  • Discentes da Universidade, nos níveis de graduação e pós-graduação que tenham matrícula ativa;
  • Interlocutores da rede formada pela própria Universidade, seus diversos grupos culturais e os demais setores da sociedade, em especial os movimentos culturais independentes e as organizações sem fins lucrativos.

 4. INSCRIÇÃO

Todas as propostas deverão cumprir os procedimentos aqui definidos.

4.1 As propostas poderão ser enviadas ou entregue em mãos pelos proponentes para qualquer servidor da Diretoria Adjunta de Extensão.  Esta recepção não significa aprovação nem se configura aceite, parceria ou apoio. Isto será exposto no item subseqüente.

4.2 As propostas devem ser estruturadas de forma sucinta e objetiva, explicitando os seguintes itens:

  • Público - Descrição do público-alvo e número estimado de pessoas beneficiadas;
  • Justificativa e Fundamentação Teórica - Explicitar na proposta a relevância do programa ou projeto tanto na perspectiva acadêmica quanto social, principal objetivo, principais atividades previstas e resultados esperados, problemas prioritários a serem enfrentados que justifique a necessidade de intervenção e o estágio em que se encontra (se for o caso);
  • Objetivos e Metas - Clareza e precisão dos objetivos e metas, estabelecendo relação entre eles;
  • Metodologia - A proposta do programa ou projeto deverá explicitar a linha pedagógica adotada, diretrizes e estratégias a serem adotadas, bem como, outras informações consideradas relevantes;
  • Cronograma de Atividades – Deverá ser relacionado com os objetivos e as atividades;
  • Infraestrutura - Explicitar as contrapartidas das Unidades, dos Centros (quando for o caso) e/ou instituições envolvidas, sob a forma de apoio financeiro e de infraestrutura; descrever a adequação da infraestrutura à proposta;

 5. ANÁLISE E QUALIFICAÇÃO

5.1 Caberá a Diretoria Adjunta de Extensão da Escola de Comunicação a análise e qualificação das propostas.

5.2 Ao receber uma proposta, o servidor a socializará com os demais servidores do setor para leitura. Esta socialização poderá ser realizada via e-mail ou de forma impressa.

5.3 Após esta socialização, a avaliação de aceite da proposta será incluída como ponto de pauta na subseqüente reunião ordinária de equipe que ocorre todas às quartas-feiras às 13 horas. O julgamento poderá ser: favorável, desfavorável ou parcialmente favorável.

 Obs: O horário da reunião ordinário da Diretoria Adjunta de Extensão pode ser modificado sem aviso prévio

6. DISPOSIÇÕES FINAIS

6.1 Informações adicionais poderão ser obtidas na Diretoria Adjunta de Extensão da Escola de Comunicação da UFRJ – Avenida Pasteur, 250/ Fundos – Sala 101 – Campus Praia Vermelha - endereço eletrônico: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. / Tel. 3938-5084

6.2 Situações não previstas neste manual serão tratadas pela Diretoria Adjunta de Extensão da Escola de Comunicação da UFRJ.

Rio de Janeiro, 05 de agosto 2013.

Este documento foi elaborado com base no edital de fluxo contínuo vigente na Pró-Reitoria de Extensão da UFRJ. Disponível em: http://pr5.ufrj.br/images/stories/edital_fluxo_continuoUFRJ2013_programas-projetos.pdf
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