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Coordenação Interdisciplinar de Estudos Contemporâneos

A Coordenação Interdisciplinar de Estudos Contemporâneos - CIEC - é um núcleo de pesquisa vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da Escola de Comunicação da UFRJ, certificado pelo Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPQ desde 1986. Nossas pesquisas, em toda a sua diversidade, têm uma preocupação comum que a expressão "estudos contemporâneos" busca indicar. Num sentido mais imediato de "contemporâneo", tratamos de temas do presente, mas não só porque constituem a atualidade e caracterizam o nosso tempo. Os trabalhos também buscam recortes, métodos e olhares para explorar intensidades particulares desse presente e que poderiam em alguma medida transformá-lo. Assim, práticas sociais, culturais e políticas de contestação e criação costumam ser alvos comuns de interesse.

No quadro de nossas três linhas de pesquisa — Cultura e identidade, Estudos da cidade e da comunicação, Imagem, estética e poderes — temos privilegiado os temas: fronteiras culturais no meio heterogêneo das cidades e na experiência nacional; práticas comunicativas no espaço urbano; identidades, subjetividades e relações de poder no contexto do mundo globalizado; políticas e poéticas da imagem; produção comunicativa contemporânea e a sua crítica.

Nossa atuação consiste na implementação de pesquisas, formação de pesquisadores e estabelecimento de cooperação acadêmica entre pesquisadores e instituições nacionais e internacionais.

 

Estrutura

Coordenadora
Monica Machado

Vice-coordenadora
Marta Pinheiro

 

Pesquisadores

Cristiane Costa (Escola de Comunicação - UFRJ)

http://lattes.cnpq.br/8352428563251145 

 

Ilana Strozenberg (Escola de Comunicação, UFRJ)

http://lattes.cnpq.br/0352176322106482

 

Isabel Travancas (Escola de Comunicação, UFRJ)

http://lattes.cnpq.br/0325091621337695

 

Ivana Bentes (Escola de Comunicação, UFRJ)

http://lattes.cnpq.br/1298675801318069

 

Janice Caiafa (Escola de Comunicação, UFRJ)

http://lattes.cnpq.br/5174499287349022

 

Liv Sovik (Escola de Comunicação, UFRJ)

http://lattes.cnpq.br/7709834262127600

 

Lucimara Rett (Escola de Comunicação, UFRJ)

http://lattes.cnpq.br/1020341783834309

 

Maria Beatriz da Rocha Lagoa (Escola de Comunicação/UFRJ)

http://lattes.cnpq.br/4053248213865133

 

Maria Cristina Franco Ferraz ( Escola de Comunicação, UFRJ)  

http://lattes.cnpq.br/3089046352451907

 

Marta Pinheiro (Escola de Comunicação, UFRJ)

http://lattes.cnpq.br/9021048263321704

 

Monica Machado (Escola de Comunicação, UFRJ)

http://lattes.cnpq.br/3192570587798184

 

Patrícia Burrowes (Escola de Comunicação, UFRJ)

http://lattes.cnpq.br/5814638513632403

 

 

Pesquisadores Associados

Maria Elisabeth Goidanich (Pesquisadora independente)

http://lattes.cnpq.br/5972529075534614

 

Fernanda Martinelli (Faculdade de Comunicação, UnB)

http://lattes.cnpq.br/3740273640162328

 

Fernando do Nascimento Gonçalves (Faculdade de Comunicação Social, UERJ)

http://lattes.cnpq.br/4102167348100115

 

Lucia Santa Cruz (Escola Superior de Propaganda e Marketing, ESPM)

http://lattes.cnpq.br/0078280390470503

 

Márcia Bessa (Escola de Cinema Darcy Ribeiro/Escola de Comunicação/UFRJ)

http://lattes.cnpq.br/6540939615825928

 

Marcia Contins (Departamento de Ciências Sociais, UERJ)

http://lattes.cnpq.br/0213891308793259

 

Talitha Ferraz (Escola Superior de Propaganda e Marketing, ESPM)

http://lattes.cnpq.br/6841463408387639

 

Virgínia Kastrup (Instituto de Psicologia, UFRJ)

http://lattes.cnpq.br/0516666558156215

 

Projetos de Pesquisa


Isabel Travancas (ECO-UFRJ)

Correspondência amorosa em tempos digitais

Este projeto de pesquisa é resultado de três interesses: analisar e problematizar o papel das cartas e da correspondência digital nas relações amorosas no século XXI; discutir o amor na contemporaneidade através de um grupo de pessoas na faixa de 40 anos e, por fim, mergulhar no universo das mídias sociais como lugar de interação e foco desse estudo. Pretendo, a partir do acesso à correspondência de parceiros amorosos que vivem distantes um do outro, seja em cidades, países ou continentes diferentes, expressa nas redes sociais como Facebook, nos correios digitais como email e em aplicativos de comunicação como WhatsApp, entender a construção dessas relações e seus processos. Para isso realizarei uma etnografia on line e off line em um universo de homens e mulheres adultos com mais de 40 anos, residentes no Rio de Janeiro e em Barcelona. A ideia é formar um grupo variado de casais hererossexuais e homossexuais. Será importante investigar também com incidem sobre essas práticas amorosas no digital as noções de fidelidade, ciúme, paixão e comprometimento, fundamentais para entender o que muda e o que permanece nas relações virtuais. Creio que ainda são raras as pesquisas sobre os usos, apropriações e significações dos lugares virtuais por outra camada da população: homens e mulheres com mais de 40 anos. Minha hipótese é que esses adultos tem uma relação diferente dos jovens com as mídias sociais e a comunicação virtual. Talvez não estejam tão intensamente conectados, talvez façam usos diversos das novas tecnologias, o que não quer dizer que não se comuniquem e não se relacionem amorosamente através delas. O tema da pesquisa e sua realização através de etnografias virtuais demonstra o quanto os estudos no campo da comunicação são importantes e necessários para a compreensão desse universo gigantesco, novo e em movimento. Assim se lançará mão da bagagem teórica da comunicação e da metodologia antropológica para analisar a perspectiva de um grupo de adultos sobre as redes sociais e a comunicação digital.

 

Monica Machado (ECO-UFRJ)

Narrativas Digitais e culturas juvenis

O debate sobre as culturas digitais, juventudes e sistemas de cognição têm se mostrado como um fértil campo de pesquisa na contemporaneidade, inspirando uma produção transdisciplinar nas áreas de comunicação, na educação, na psicologia e na antropologia. Os estudos gravitam em torno dos temas sobre infância, juventude, internet, oportunidades e riscos; culturas juvenis e media literacy; investigações sobre mídia digital, juventude e cidadania ou engajamento digital e estudos de recepção (Livingstone, 2010; 2011; 2015). Ou retomam preocupações clássicas da antropologia como as relações de parentesco ou as regras de sociabilidade para compreendê-las em novas dinâmicas no mundo digital (Miller, 2012; 2013;2015). O foco dessa pesquisa que se inicia é investigar no Brasil e, em uma perspectiva comparativa com a Inglaterra em especial, mas também outros países, como se organizam as interações sociais dos adolescentes - 12 `a 16 anos - com o ambiente digital - acesso `a internet, usos, aprendizados, riscos e oportunidades, motivações - na escola, na família e nas relações sociais. O projeto prevê observação participante e entrevistas semi-estruturadas com os adolescentes, seus pais e professores. Partimos da hipótese de que aprofundando os estudos sobre os usos sociais dos meios digitais entre crianças e jovens, contribuiríamos para ampliar as relações entre ensino, mídia, ambientes digitais e conselhos consultivos e deliberativos (familiares, educacionais e políticos). A proposta está fundamentada na linha teórica da antropologia digital, em especial, nos debates sobre tecnologia e humanidades, conservação social e inovação, valores, representações sociais e mediações. O desafio está em estudar o impacto das novas tecnologias e as mudanças nos modos de consciência e outros modos de vida, sem ver esse processo como um aumento ou declínio da nossa humanidade.


2012 - Atual

Polymedia e culturas juvenis no espaço da favela: experimentando a comunicação digital no Museu de Favela

O presente projeto de pesquisa para o pós-doutoramento o departamento de antropologia digital da University College London (UCL) converge com a linha de pesquisa da antropologia do consumo, assim como mantém forte conexão com a linha de investigação adotada no Laboratório Universitário de Publicidade Aplicada (LUPA).O projeto reflete sobre as formas de relacionamento de jovens residentes na favela com a comunicação digital no Museu de Favela. O MUF é uma associação de interesse comunitário, sem fins lucrativos, fundada em novembro de 2008 por moradores das favelas de Cantagalo, Pavão e Pavãozinho, entre Ipanema e Copacabana. O projeto nasceu como um plano museológico experimentalista, sem modelos nos quais se inspirar. O conceito: um museu a céu aberto com ênfase na libertação e afirmação cultural comunitária. Assim, é objeto de reflexão do projeto investigar o conceito de cultura material como representação antropológica, portanto, como mediador de significação pública em representações rituais para ampliar o debate sobre os modos de consumo de meios digitais no espaço da favela. Explora o conceito teórico de polymedia - como uma proposição teórica para o campo da comunicação - produzido por Daniel Miller e Mirca Mandianou (2012). Polymedia é uma categoria teórica que compreende o processo de mediatização como um processo de escolha e que investiga os usos sociais da tecnologia. Cabe, portanto, pesquisar como tais escolhas de mídias digitais se exercitam no espaço de relacionamento de jovens com o Museu de Favela do Cantagalo, Pavão, Pavãozinho, tanto para reafirmação cultural como forma de resistência.

Orientandos:

Helena Bittencourt (Mestrado EICOS-IP/ Bolsista Capes)
Nathalia Cristina Miranda Fernandes Barbosa (Mestrado EICOS-IP/ Bolsista Capes)
Isabela Braga(Mestrado EICOS- IP/ Bolsista Capes)
Carmem Josefa Miguelez Rodrigues (Doutorado EICOS-IP)

 

 

Liv Rebecca Solvik (ECO-UFRJ)

Chica da Silva, raça e gênero: um olhar sobre o Brasil diaspórico na mídia e em práticas de comunicação.

Este projeto tem dois focos. O primeiro é sobre o conceito de diáspora, de pensar o Brasil como condicionado em primeiro lugar pelas suas origens na colonização e no transporte e escravização de africanos. O segundo foco decorre do primeiro: propõe uma leitura da Comunicação no Brasil não somente a partir dos discursos midiáticos, mas que também, na própria mídia, nas artes e na historiografia, procura vislumbrar a comunicação presencial, abarcando diferenças raciais, de gênero e de status social. Estudos bibliográficos sobre a diáspora, a mídia e a comunicação presencial contextualizarão diversas figurações de Chica da Silva (1732? - 1796), uma escrava que entrou nas mais altas rodas sociais da Colônia oitocentista. Essas versões de Chica da Silva serão entendidas como elementos para entender a produção simbólica do país, assim como ler sinais de como as elites branco-mestiças (a maioria de autores das diversas “Chicas” é branca) conseguiram entender a marca deixada pela comunicação presencial dos negros, sobretudo da mulher negra, e como artistas e produtores da cultura negra eventualmente evocam outra Chica.

Orientandos:

Ana Paula Grabois (Mestrado/ fim 2017)
Génesis Morales (Mestrado/ fim 2019)
Janaína Feitoza Alves de Andrade (Mestrado/ fim 2019)
Juliana Lopes da Silva (Doutorado/ fim 2018)
Thiago Ansel (Doutor - Liderança do grupo de pesquisa sobre Comunicação, cultura e poder)

 

 

Lucimara Rett (ECO-UFRJ)

Bandas de rua no Rio de Janeiro: sobre marginalidade, experiência urbana, paisagens sonoras e ocupação do espaço público pela música

Após a fase exploratória, que consistiu em uma observação participante com a atuação da pesquisadora na produção de duas bandas de rua na cidade do Rio de Janeiro, sobretudo no ano de 2013, a segunda parte da pesquisa consistiu na realização de entrevista com membros de sete bandas, dentre as mais representativas da cena em 2016. A partir dessa primeira aproximação, são despertadas algumas inquietações que ainda serão avaliadas e delimitadas para o desenvolvimento da investigação, tais como a representação social desses grupos e a ressignificação da música marginalizada, ou de bordas, no contexto do mainstream, a comunicação dos artistas com seu público e a curadoria popular, o consumo e a produção de sentido despertada por tal experiência urbana sonora, a questão das paisagens sonoras urbanas e do place branding musical.

 

 

Maria Beatriz da Rocha Lagoa (ECO-UFRJ)

Narrativas da arte nos meios digitais

Com o intuito de apoiar a disciplina História da Arte e das Ideias, ministrada na Escola de Comunicação da UFRJ desde 2011, para alunos que lidam com o processo criativo em direção de arte, redação, fotografia, cinema e áreas afins, a pesquisa investe na relação entre as narrativas sobre arte e a linguagem fragmentada e dinâmica dos meios digitais. Desse modo, outros encadeamentos entre os conceitos históricos são percebidos, a partir de camadas de significados que ultrapassam a leitura linear, as classificações periódicas e as tipologias específicas de cada movimento artístico. Ao considerar a necessidade de um projeto gráfico que privilegie a clareza, a objetividade e a fluência dessas informações, aliado a uma tecnologia que permite desdobramentos no espaço e no tempo, a pesquisa considera o potencial de memória e interação que os meios digitais proporcionam nos dias de hoje, entrecruzando obras, textos biográficos, históricos e críticos, além de vídeos, filmes e demais informações sobre arte que constam em museus, exposições e galerias, todos acessíveis nos meios digitais e passíveis de serem reproduzidos em suportes variados. A pesquisa em questão cobre três áreas: História da Arte, Design Gráfico e Midias Digitais.

 

 

Maria Cristina Franco Ferraz (ECO-UFRJ)

Da cultura letrada à hiperconectividade digital: percepção, atenção e afeto

O projeto desdobra os resultados parciais da pesquisa atualmente em fase de finalização, consignados no livro Ruminações: cultura letrada e dispersão hiperconectada (Rio de Janeiro: Garamond/FAPERJ, 2015). Recorrendo ao método genealógico, visa a investigar e tematizar o declínio da cultura letrada em favor de modos de vida crescentemente on-line, non-stop (Crary, 2013) e hiperconectados (Sibilia, 2012 e Ferraz, 2015), em suas implicações no que concerne à temporalidade e aos regimes de atenção e de percepção demandados e produzidos por dispositivos de informação e comunicação em rede. O exame do esgarçamento tendencial da capacidade de concentração, da compactação da experiência do tempo e da emergência de regimes de dispersãohiperconectados será favorecido pelo contraponto com produtos culturais produzidos na modernidade. A pesquisa retorna à cultura letrada (literatura e filosofia), aliada a temporalidades mais dilatadas, com vistas à investigação acerca das variações contemporâneas dos regimes de percepção, atenção e afeto. O conceito deleuzeano de afeto, remetido a “blocos de sensações” e a “devires não humanos do homem” – também presente nos estudos atuais em Comunicação e Cultura – será explorado a partir de obras literárias modernas que enriquecem a compreensão de afetos tais como medo, inveja e ódio. Ao identificar alterações nos campos da percepção, da atenção e do afeto, através de um relação fértil entre cultura letrada e novos horizontes culturais, a pesquisa visa a contribuir tanto para o desenvolvimento temático e metodológico do campo da Teoria da Comunicação quanto para a compreensão de mudanças em curso no século XXI. Trata-se, em suma, de examinar de que forma o estado progressivo de dispersão hiperconectada difere das vertigens da percepção e das modulações da subjetividade moderna (Ferraz, 2010 e 2015), tendendo a corroer configurações subjetivas plasmadas pela cultura letrada, também elas historicamente determinadas. Modos de vida crescentemente on-line serão, por seu turno, articulados à produção contínua de corpos acelerados, otimizados, imediatamente responsivos, compatíveis com a lógica empresarial, produtivista, performática que tem dominado as sociedades contemporâneas, avançadas ou emergentes.

Orientandos:

Sara Ramos e Naiara Chaves Azevedo (TCC)
Artur Seidl (Mestrado)
Flávia Meirelles e Luise Carvalho (Doutorado)

 

 

Marta de Araújo Pinheiro (ECO-UFRJ)

Catástrofes ambientais, memória e vulnerabilidade

(Escola de Comunicação e Programa de Pós-Graduação em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social - UFRJ)

Este projeto pretende responder a duas preocupações iniciais decorrentes da introdução das noções de resiliência e adaptação nas ciências sociais e nas políticas internacionais para prevenção de desastres (Hyogo e Sendai) e de intervenção em situações pós-catástrofes. A primeira é teórica e levanta as seguintes questões: por que e como a "adaptação" e a "resiliência" se tornam atualmente as principais expressões nas situações pós-catástrofes? Como elas indicam mutações dos modos pelos quais uma catástrofe persiste, se dilui e se transforma na vida da coletividade afetada? Elas interferem hoje na construção da memória social dos afetados? Como pensar a questão da “vulnerabilidade social” nesse novo quadro teórico sem cair numa abordagem da “vitimização” ou do "esquecimento"? Após uma catástrofe, é possível sermos algo além de "vulnerável", "vítima", "atingido", "resiliente"? A segunda possui um caráter mais empírico: identificar em comunidades atingidas como essas transformações mais gerais atravessam ou não o sentido atribuído às “catástrofes naturais” e às práticas dos atores envolvidos, enquanto cidadãos e vítimas. Para mostrarmos esses dois lados, a sua complexidade e a sua riqueza, examinamos dois eixos que caracterizam nosso ponto de vista sobre o "cidadão-vítima": o discurso e a ação. Nesses dois casos, perguntamos como a vítima pode falar e agir rastreando os padrões de palavra e de ação procurando na vida social contemporânea uma subjetivação associada à figura do "atingido" no "mundo das vítimas", tendo como estudo de caso comunidades atingidas por desastres ambientais.Visando responder a essas preocupações da pesquisa, pretendemos não só investigar o discurso da mídia, como também aquele proveniente dos diretamente atingidos por meio de depoimentos, entrevistas, registros visuais e abordagens de inspiração etnográfica nos territórios pós-catástrofes, tanto localizados geograficamente quanto constituídos por meio de dispositivos digitais.

Orientandos:

Jaques de Lemos Cavalcanti (PIBIC - ECO)
Ana Carolina Almeida (graduação -ECO)
Regina Carmela Emília Resende (Doutoranda/ EICOS-IP - bolsista Capes)

 

 

Patrícia Cecília Burrowes (ECO-UFRJ)

A noção de criatividade nas Indústrias Criativas

Desde meados da década de 1990, termos como Economia Criativa, Indústrias Criativas, Cidades Criativas começaram a despontar no vocabulário global e ganharam crescentes centralidade e visibilidade. A primeira definição de Indústrias Criativas oficialmente elaborada por um governo, o do Reino Unido, incluia as seguintes áreas: arquitetura, artesanato, cinema, design, mercado de artes e antiguidades, mercado editorial, moda, música, artes cênicas, publicidade, software e games, rádio e televisão. Por ter sido a primeira, foi largamente adotada, servindo de base para grande parte das abordagens que se seguiram. Na economia criativa, a criatividade é vista como um ativo econômico. É um recurso fundamental para a geração de valor simbólico, que por sua vez está na base da formação de preços de bens culturais, cuja criação visa a produção de riqueza. Essa pesquisa, propõe uma reflexão em torno da noção de criatividade. Como varia, de um a outro setor, de um a outro momento? Como essa variação se traduz nos processos criativos, nos produtos e nas estratégias empregadas? Para isso, investigo produtos e processos criativos em dois diferentes setores da chamada indústria criativa: publicidade e artes visuais.

 

 

Linhas de Pesquisa

1. Cultura e Identidade

2. Estudos da Cidade e da Comunicação

3. Imagem, Estética e Poderes

 

 

Percurso

O CIEC foi criado em 1986 pela Prof. Heloísa Buarque de Hollanda e seu objetivo inicial era documentar e analisar a produção cultural contemporânea, com ênfase no caso brasileiro. Muitas pesquisas e exposições foram realizadas no âmbito dessa diretriz, algumas registradas nas publicações do núcleo. Ao longo dos anos, o CIEC mudou a ênfase de seu trabalho de pesquisa, passando a privilegiar, num certo momento, a linha de estudos culturais e, mais recentemente, recuperando a noção de contemporâneo. Os estudos de mídia, de identidade cultural e etnicidade figuram desde o início da implementação do núcleo e há vários anos se acrescentaram os estudos da cidade, da tecnologia, da imagem e da globalização.

O CIEC tem mantido relações institucionais para troca de experiência de pesquisa com diversos núcleos e grupos, entre os quais o PACC (Programa Avançado de Cultura Contemporânea), ligado ao Instituto de Letras da UFRJ, o EICOS (Programa de Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social) e o NUCC (Núcleo de Cognição e Coletivos), ambos do Instituto de Psicologia da UFRJ, e o CAC, (Grupo de Pesquisa Comunicação, Arte e Cidade), da Faculdade de Comunicação Social da UERJ.

 

 

Publicações

Papeis Avulsos
Documentos
Quase Catálogo

 

 

Endereço

Sala do conteiner - 2º andar - Escola de Comunicação, Campus da Praia Vermelha, UFRJ

 

 

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