Na última terça-feira, 27 de novembro, o Vianinha foi palco de um animado bate-papo entre alunos da ECO e o jornalista Ancelmo Góis. O sergipano de coração carioca encantou os quase 50 presentes com sua simplicidade, carisma e talento. Começou contando que em novembro de 1963 “ainda menino, fui trabalhar numa redação”. E que nestes 56 anos de Jornalismo jamais se permitiu férias muito longas: “Não consigo ficar longe do jornal. Preciso mudar isso, estou com 70 anos, meu desafio é aprender a desacelerar”, admitiu.

 

Entusiasmado pelo seu trabalho (“Não há na face da Terra profissão mais legal que jornalista”), Ancelmo critica a frivolidade das redes sociais . Lembrou dos tempos em que estudou em Moscou (“Virei celebridade com os médicos de lá, tinha seis tipos de vermes que eles nunca haviam ouvido falar”, brinca), da mãe que pariu 24 filhos, e vaticinou sobre o futuro: “Recomendação é abrir os olhos, ver outras oportunidades... nessa área, quem disser que sabe, está mal informado”. Um craque com as palavras, Ancelmo imagina seu epitáfio: “Quando eu morrer, vão ler uma placa assim: eu adoro gente”.

Fotos: Cícero Rabello

Texto: Flávio Nehrer

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